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Você que já pegou um avião em turbulência e chegou a olhar para a asa? Às vezes é melhor nem olhar….

Certa vez, cruzando o Atlântico, peguei uma turbulência horrorosa. O avião chacoalhava para todos os lados, dava uns mergulhos e voltava a subir. A asa batia para cima e para baixo, como se fosse um pássaro, e parecia que ia quebrar. Todo mundo estava assustado. Uns em silêncio, outros de olhos fechados. E eu na janela “monitorando” a asa e tentando controlar meu medo.

Mas, notei que o homem ao meu lado estava calmo e sereno, e perguntei: “Você já viu uma turbulência assim? A asa parece que vai quebrar…” Ele então respondeu que tinha passado por situações piores e o avião tinha aguentado firme.

O fato é que a asa não quebra porque o avião é flexível para absorver as forças externas.

Mas, você as sabia que navios também são flexíveis? Embora não pareça, eles se curvam, dobram, torcem, etc. para absorver as forças que agem sobre eles (shear forces), causadas pelo vento e ondas, além da gravidade e flutuação. Chamamos esse movimento de torção de “bending moments” (momento de flexão), que é um fator fundamental a ser levado no stowage plan de um navio.

Mas, isso tem um limite. Se uma estivagem for mal planejada, essa capacidade de flexão pode ser excedida e o navio se partir.

Neste vídeo impressionante vemos como um navio reage em uma tempestade.

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